Os primeiros 20 minutos foram impressionantes. Marcação pressão, transição rápida e muita intensidade indicavam um Marrocos avassalador para cima da Noruega. Mas o cansaço bateu, a defesa fraquejou, e o 1 a 1 do último amistoso antes da Copa do Mundo expôs mais brechas do que perigos para o Brasil na estreia do próximo sábado, em Nova Jersey.
O prognóstico de adversário mais difícil do Grupo C segue valendo. A Seleção de Ancelotti não terá vida fácil, principalmente se levarmos em conta a festa da torcida marroquina que invadiu o estádio de Harrison na tarde de domingo. O empate com o time de Haaland, por outro lado, escancarou perigos e fraquezas do primeiro adversário brasileiro no Mundial.
Começando pelos pontos que o Brasil precisa ficar atento, o Marrocos apresentou repertório e ímpeto ofensivo logo no início da partida. Na saída de bola, deu o já famoso chutão para fora e subiu para pressionar uma Noruega, que não conseguia passar do meio de campo.
O quarteto Brahim Diaz, Ounahi, Ezzalzouli e Saibari demonstrou sincronia e aproximação nos gatilhos de pressão que resultavam em bola roubada ou rifada por uma Noruega que não conseguia respirar com a posse. Antes dos 20 minutos, foram cinco finalizações - com direito ao gol de Brahim - para incendiar o torcedor esperançoso em repetir a boa campanha do Catar.