Ao perder o lateral-direito Wesley, por uma lesão na coxa esquerda, a seleção brasileira tinha duas opções para a posição na lista de 55 pré-convocados enviada à Fifa há quase um mês: Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo. A escolha do técnico Carlo Ancelotti, porém, foi por um jogador de outra função, o volante Éderson, de 26 anos.
A decisão de chamar um meio-campista e não um lateral foi tomada após debates entre a comissão técnica e ocorreu por diferentes fatores, que vão desde o momento vivido pelos atletas até pontos fortes e fracos identificados no elenco brasileiro que se prepara para a Copa do Mundo.
Embora tivesse sido convocado só uma vez por Ancelotti, justamente na primeira lista do italiano, Éderson sempre esteve no radar da Seleção. O jogador, que está perto de trocar a Atalanta pelo Manchester United, agrada por diferentes razões: vigor físico, qualidade técnica e capacidade de desempenhar diferentes funções.
Ele pode atuar como primeiro ou segundo volante e também já jogou pelo corredor direito do campo - embora não exatamente como um lateral - com o técnico Gian Piero Gasperini, na Atalanta.
Meio fortalecido
Antes mesmo de anunciar os 26 convocados para a Copa, Ancelotti já pensava na possibilidade de colocar um meio-campista a mais na lista. Ao fim, porém, optou por levar cinco jogadores para o setor: Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo Santos, Fabinho e Lucas Paquetá.